A VERDADE

Escassez de água pode gerar uma próxima guerra mundial

Nos últimos 100 anos o consumo de água potável cresceu duas vezes mais do que a população. Em 2025, 2,5 milhões de pessoas estarão sem acesso à água potável, situação que se agrava sobretudo nos países subdesenvolvidos como Moçambique. A partir destes dados prevê-se que a próxima guerra mundial será pela água e não pelo petróleo.

Na cidade Maputo: Exige-se licença para cães e gatos

A nova lei, publicada na passada quarta-feira, exige licenças para cães e gatos. Ou seja, os indivíduos que dispõem de animais de estimação, como cães e gatos, terão agora de obter licenças do município para circularem com os seus animais em locais p­úblico da capital do país. Aprovada pela Assembleia Municipal da cidade de Maputo no dia 20 de Maio, a nova lei, publicada na última quarta-feira, estabelece que cães e gatos só serão autorizados a permanecer na cidade, se possuírem uma licença emitida pelo Departamento da Saúde do Conselho Municipal da Cidade de Maputo. 

Liga Básquete: Sóproteção Quelimane jogo em Maputo com Ferroviário

Começa esta noite a disputa da 5ª jornada da Liga Nacional de Basquetebol com o Ferroviário de Maputo a receber o Soproteção de Quelimane, equipa que na jornada anterior derrotou o campeão nacional em título. O líder da prova, o Desportivo de Maputo, recebe o Matolinhas e ainda hoje, no pavilhão dos Desportos na Beira, o Ferroviário local defronta o Costa do Sol.

Moçambola: líder vai a Vilankulos

Liga Muçulmana, líder do Campeonato Nacional de Futebol com 44 pontos, e o Vilankulos defrontam-se este sábado. Desta vez o palco é o Estádio Municipal de Vilanculos. Cenário rude, espartano, desconfortável até para o mais tolerante dos visitantes. Liga Muçulmana incluída. É certo que nos recentes duelos, a vitória pendeu com naturalidade para os líderes do Moçambola, mas em Vilanculos, principalmente aí, os representantes de Inhambane já vergaram o Ferroviário de Maputo, para a Taça de Moçambique.

@Verdade Inconveniente: o segundo lugar é o primeiro perdedor

Acabo de ler no semanário desportivo Desafio que a nossa selecção nacional de futebol, que jogou quase nada contra a Líbia e nem conseguiu marcar um golo no estádio da Machava, vai ser premiada pelo empate! 30 mil meticais para os jogadores. Porquê?

O nosso guarda-redes Kampango até merece mas os restantes, duvido que tenham suado aquela camisola vermelha! E o senhor Mart, como se não bastassem os 15 mil dólares que lhe pagamos, faz aquelas trafulhices tácticas que nem a nós, treinadores de bancada, ocorreria e vai ser premiado com 60 mil meticais?

Premiar empates, ainda por cima sem golos, é premiar a mediocridade.

O Poder Paralelo

Nos dias 1 e 2 de Setembro de 2010, Maputo e Matola reviveram o trágico 5 de Fevereiro de 2008, na revolta popular contra a subida do custo de vida. No que o músico Azagaia cantou em 2008 como “Povo no Poder”, o Governo reagiu de forma pavloviana (estímulo-resposta): adjectivou os revoltosos de vândalos, aventureiros, agitadores, manipulados e mandou todo o mundo trabalhar. A 7 de Setembro, o Executivo recuou e decidiu congelar a subida do custo vida. O Dia dos Acordos de Lusaka pode reentrar na história como Dia da Vitória…do Poder Paralelo.

Dockanema pluritemático

Hoje, sexta-feira dia 10, tem início a 5º edição do Dockanema, o maior festival de cinema de Maputo. Ao invés dos anos anteriores, o certame deste ano não se reduz a um único tema. O director do festival, Pedro Pimenta, desvendou para @ VERDADE cada um deles. Ao todo serão vistos cerca de 85 filmes.

Pilekas... um silêncio cheio de mestria

Ao raiar do sol, meio tímido combatendo as nuvens da última segunda-feira, foram a enterrar os restos mortais do conceituado músico moçambicano, percussionista dos K10, conhecido por Pilekas, de seu nome completo Rogério Fernandes Nhavene. Nhavene ou Pilekas, para quem assim o prefira, partiu deste mundo, no dia 3 de Setembro, na maior unidade sanitária do país, Hospital Central de Maputo, onde se encontrava em virtude de uma doença.

Manifestações: quando “o cimento” tapa o sol com a peneira

Aquilo foi vandalismo. As pessoas do cimento são passivas demais. Tiveram medo de dar a cara. A protecção policial foi mais forte na cidade. Nós pautamos pelo civismo. Ao longo das avenidas e casas de pasto da zona urbana de Maputo perguntámos a vários indivíduos por que razão “o cimento” não aderiu às manifestações de 1 e 2 de Setembro. As expressões acima foram o denominador comum.

A caminho dos Jogos Africanos: Basquetebol

Ouro suado do Egipto... dá para repetir?

Particularmente no basquetebol, o sector feminino vem demonstrando ao longo dos últimos anos que é, sem favor, o sexo forte. Fechado que foi o capítulo Mutola, é na bola-ao-cesto e nas damas, onde residem as nossas maiores esperanças numa medalha. Ela não seria mais do que a reedição do suado ouro de Alexandria, numa das mais memoráveis epopeias desportivas nacionais.

É verdade que hoje já não competem as estrelas de então, como Esperança Sambo, Aurélia Manave, Joaquina Balói e tantas outras. Mas o surgimento de uma nova “fornada” que conquistou o 3º lugar no último Campeonato de África é motivo suficiente para, em casa, almejarmos um lugar no pódio.